sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Próxima parada: Estação da Luz


Peço desculpas por não ter feito este post antes. Mas é que são as provas... :D (Eu sempre coloco a culpa nas provas :x) Quem quiser ver mais fotos clique aqui.


Bem, no dia 14 de outubro nossas professoras Mariana e Keila nos levou para São Paulo. Primeiramente fomos para o shopping D fazer uma boquinha e depois fomos para o Museu da Língua Portuguesa, para Pinacoteca e para o Memorial da Resistência. 
Museu da Língua Portuguesa
Dificilmente vou para museus, então ir para o da Língua Portuguesa foi fantástico. O prédio é grandioso e tudo o que tem lá dentro é muito criativo. 
Quando entramos, fomos direto para o terceiro andar assistir à um pequeno vídeo sobre a nossa língua.

Após sair do local, fomos para o segundo andar (que eu me lembre), onde tinha uma gigantesca linha do tempo nos informando sobre o desenvolvimento de nossa língua.

 Havia também vitrines que mostravam objetos de países que ajudaram a compor nosso vocabulário. 
No primeiro andar, passamos a conhecer então, um pouco da vida de Oswald de Andrade - atual homenageado pelo museu. O que mais gostei foi dessa parte em que há fotos, desenhos e depoimentos sobre   o artista.


A área é gigantesca e cheia de idéias.

Fui no banheiro e fiquei espantada ao ver que até mesmo naquele lugar tivesse frases e mais frases, acompanhado por um desenho (para maiores) na porta. Comentei isso com a professora de Língua Portuguesa e ela me disse que tudo aquilo é por causa do movimento que eles estão se retratando -  o Modernismo - que é característico; pois houve toda uma liberdade em expor palavras nunca ditas anteriormente, onde muitas coisas foram censuradas por conta disso etc. Ela, assim como eu, ficamos alucinadas com tamanha ideia e detalhe do museu em relação ao movimento. Troféu joinha para os produtores :)


 Depois de um curto tempo para apreciar toda àquela arte, fomos ver mais arte (em partes:() na Pinacoteca.
 Infelizmente, mas infelizmente mesmo, que bem no dia que fomos ao museu, todos os quadros do terceiro andar estavam trancados em restauração; e eles iriam abrir adivinha quando? No dia seguinte! ¬¬º
Uma profunda raivinha bateu em meu coração e em todos os outros alunos, pois a maioria queria ver o quadro "Saudade" de Almeida Júnior. Mas não tem problema, pois nós podemos ver a imagem aqui, aqui, aqui e até aqui (onde dá para ver as lágrimas), MENOS AO VIVO! :@

 O lugar, assim como no museu da língua, parecia um labirinto. Entramos por um lugar e, de repente, eu estava um andar abaixo! Isso é assustador. Embora não tenhamos visto os quadros, pudemos aproveitar bastante o resto do museu que contém muita arte também.
 Após uma longa caminhada a esmo por dentro da Pinacoteca, fomos andar um pouquinho até o Memorial da Resistência.
 Ao olhar para as imagens de pano da entrada, pensamos que iria ser quase igual aos outros, com coisas até meio infantis por conta dos bonequinhos de lã. Mãããs... O clima já ficou meio tenso com todo o cuidado e com toda àqueles avisos do instrutor (parecia que íamos entrar numa nave altamente tóxica e perigosa).
 Tive a sorte, ou o azar, de ficar em um grupo de alunos onde a nossa instrutora falava muuuuuuito. É, deu para abranger meus conhecimentos sobre o assunto, mas também deu para cansar as pernas.
 Inicialmente, nós fizemos uma roda e então começamos a escutá-la. Papo vem, papo vai, e entramos no assunto principal - motivo pelo qual que estávamos ali - que era ditadura; ok, introdução e etc, até que ela nos diz que onde estávamos era um dos órgãos do governo que controlava e reprimia movimentos políticos e sociais na época da ditadura militar, o DOPS. Meu pequeno olho rasgado rasgou mais ainda com aquela notícia, pois poucos dias antes, minha sábia irmã me contou o que os policiais faziam para reprimir; coisas horríveis que não tem nem cabimento de terem acontecido.
 Ela nos contou que bem lá onde estávamos havia em torno de dez celas, mas que apenas quatro foram mantidas após a reforma, e nós tivemos a oportunidade de conhecê-las.
 Cada cela tinham coisas diferentes. E m uma havia textos e imagens informativas, em outra, uma TV que passava um vídeo repentinamente - que me fazia perder o ar algumas vezes - e as outras duas imitavam e mostravam-nos mais ou menos como era na época.


 O lugar é incrivelmente triste, mas que ilustrou perfeitamente bem toda a história que vemos nos livros e que escutamos dos mais velhos. E é com um momento triste e de reflexão que termino o dia.
 Para que uma mudança ocorra é preciso falar e por vezes gritar para que sejamos ouvidos. Pode ser que haja mortes de pessoas que defenderam uma ideia, pode ser que haja conciliação. Mas tudo o que eles fizeram não foi mais do que uma mera lembrança. Foi o grito e a alma que ainda reside em nós.

PorBella