terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Resenha: A culpa é das estrelas, de John Green

fonte:: http://so-changeable.blogspot.com.br/2012/09/a-culpa-e-das-estrelas.html

A história mais cancerígena e engraçada que eu já li até hoje. “A culpa das estrelas” é um livro para se lembrar um dia. Com seus altos e baixos de risos e choros, John Green é incrivelmente bom em envolver o leitor numa história original e irônica, com pitadas de momentos hilários que depois vão para o drama da dor num passe de palavras.

“A culpa das estrelas” é um fofo romance entre dois jovens desgraçados. Ela, a narradora, é Hazel Grace e tem um irrecuperável câncer no pulmão. Ele, o príncipe encantado filósofo, é Augustus Waters e tem uma perna e um tiquinho da outra. Eles se conhecem num Grupo de Apoio – onde as pessoas que estão com câncer vão para encontrar forças e rezar, e onde fica o coração de Jesus Cristo -  e depois trocam nomes de livros e pensamentos e "O.k.s". Entre a certeza de que vai morrer e o medo de fazer as outras pessoas sofrerem por sua futura morte, Hazel tenta ao máximo resistir à tentação dos incríveis músculos e dos olhos azuis de seu paquera, Gus – para os mais íntimos. Mas, no final, todos nós sabemos que em todo o romance rola um beijo romântico (e rola, e é muito fofo e engraçado).

Hazel é demais. Tem um ótimo senso de humor negro (e incrível) sobre as pessoas, a vida e a morte, e tenta sempre levar as coisas na brincadeira e ironia. Seus pais são os mais adoráveis e caretas de todos os outros pais existentes no mundo, e são terrivelmente vidrados nessa única filha que pode morrer a qualquer momento – ela anda e depende sempre do oxigênio vindo de máquinas. Já Augustus é um daqueles jovens que, como Hazel, adora uma brincadeira, mas que quer ser lembrado por todos um dia. Por conta de uma doença chamada osteossarcoma, ele teve que amputar grande parte de sua perna e, por conta disso, dirige terrivelmente mal e tem dificuldades em subir escadas e etc. O que une, praticamente, os dois pombinhos é o amigo Isaac, e o livro preferido de Hazel, Uma aflição imperial.

Essa resenha está muito chata para fazer jus ao livro. Tudo o que posso dizer que é hilário e que você tem que ler algum dia. É de fácil leitura e te prende até o final. Com uma pitada de melancolia por conta do câncer (que é super-hiper-mega tratado no livro), ele te faz enxergar a vida e a doença em si de uma maneira diferente. Embora a capa seja simples e um pouco infantil, você vai aprender bastante coisa com esses dois personagens guerreiros e infinitos, nas mais diversas situações que depois viram metáforas inteligentes e brilhantes. Muita metáfora, muita filosofia, muito riso, muito choro, muito romance e muita reflexão. John Green é demais. O.k.

PorBella